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25

Nov 2019

O CAMINHO DAS INTELIGÊNCIAS

Publicado por

Por Afonso Celso Candeira Valois, Engenheiro Agrônomo, Mestre,
Doutor e Pós-Doutor em Genética, Melhoramento de Plantas e Biotecnologia Agrícola.
Pesquisador Aposentado da Embrapa. Ex-aluno da EAA.

No dia 18/05/2016, pela parte da tarde tomou posse o Ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Senador José Serra, compondo o então Governo do Brasil na gestão do Ex-Presidente Michel Temer. Como um dos destaques no discurso do Senhor Ex-Ministro foi acentuada a afirmação da integridade institucional do nosso País, elegendo o fortalecimento comercial com países parceiros das Américas, Europa, Ásia, África e Oceania, o que também vem sendo perseguido com sapiência no atual Governo do Presidente Jair Bolsonaro!

Um aspecto que chamou atenção na fala do Senhor Ex-Ministro foi a retomada do Governo Federal quanto ao fortalecimento e adequação da vigilância nas fronteiras do Brasil, atualmente bastante frágeis e debilitadas, estimadas em cerca de 18 mil quilômetros de extensão (11,3 mil km só na Amazônia).

Essa providencial medida é indutiva às boas relações exteriores e transações comerciais de maneira ética, legal e transparente, evitando ou mesmo mitigando as nefastas ações do narcotráfico, entrada de armas de grande calibre, invasão de espécies exóticas danosas à agricultura, pecuária e florestas, bem como de outros malefícios, além de privilegiar a proteção às etnias, ao meio ambiente, à biodiversidade e aos recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos, incluindo a  soberania, independência, integridade e segurança nacional.

A grande novidade vem ao encontro daquilo que tenho enfatizado em diversas oportunidades, quando reiteradas vezes me referi àquilo que pode ser incluído nesses objetivos, que é a colocação em prática de um consistente sistema de segurança biológica, neste caso representado pelo manejo de riscos bióticos e abióticos associados à agricultura, pecuária, florestas e ciências afins. Considera ainda, implicitamente, as adequações requeridas nas fronteiras para o rígido controle dos demais riscos, perigos e danos nas regiões brasileiras e limítrofes.

Para isso, uma das grandes alternativas das quais o Brasil tem conhecimento e experiência, mas que foi enfraquecida pela falta de visão estratégica e boa dose de incompetência de Governos de esquerda que se foram, é a colocação em prática de um consistente sistema de cintilantes inteligências, de maneira holística, incluindo os esforços e ações nas extensas  fronteiras.

No Brasil seria de bom alvitre que todos fossem ao encontro do pleno exercício dos seguintes patamares de inteligências: estratégica, gestão tática e operacional, territorial, transfronteiriça, conectividade geográfica, ecológica, ambiental, energética, edáfica, hídrica, climática, biológica, artificial, organizacional, educacional, convergência institucional, políticas públicas complementares, segurança pública, alimentar, bioética,  transação comercial e econômica, dentre outras.

Aqui se faz menção à RESTAM proposta por este autor, que se refere à formulação de uma rede de educação, saúde, tecnologia apropriada, meio ambiente, políticas públicas sociais, moradia, transporte, telecomunicação, segurança pública, saneamento básico, articulação entre territórios, energia renovável e outros temas relevantes para o Brasil, tendo como foco a soberania estratégica e de segurança nacional.

É bastante relevante a referência sobre esses temas, onde se torna necessário o fiel desdobramento e elevado significado de cada uma das inteligências acima referidas, talvez em um Fórum de Discussão especialmente projetado e executado nesse premente sentido, para o pleno exercício da inteligência autóctone de cada participante!

Se faz referência, ainda, ao livro intitulado “Viva com Esperança”, de autoria de Mark Finley e de Peter Landless. Nesse interessante compêndio, além dos demais capítulos muito apropriados, os autores fazem menção à inteligência emocional, citando ainda um conjunto de nove habilidades de inteligência, isto é: naturalista, musical, lógico-matemática, interpessoal, corporal-cinestésica, linguística, intrapessoal, espacial, existencial ou especialista em moralidade.

Este conjunto de habilidades é uma forma diferente e complementar de se reportar às citadas inteligências, de grande aplicação para o estabelecimento de um forte sistema no Brasil, sem olvidar a importância da atuação da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) nesse processo de acompanhar, sem monitorar!

BIBLIOGRAFIA

VALOIS, A. C. C. Caminho das Inteligências. Revista RG News, 2 (2), 2016, p. 147-148.

VALOIS, A. C. C. Rede de Educação, Saúde, Tecnologia e Meio Ambiente: fulcro do agronegócio muitifuncional. www.procitropicos.org.br. Publicado em 15/03/2015.

 



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