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Jul 2019

JAMELÃO → A FRUTA COM SURPREENDENTES PROPRIEDADES DE CURA! (texto en portugués)

Publicado por

• 20/02/2017
• Atualizado: 20/02/2017
• Por Alice Branco
• Compilado, corrigido e ampliado por Afonso Celso Candeira Valois, pesquisador aposentado da Embrapa.

O Jamelão ou Jambolão é a Eugenia jambolana, uma Myrtaceae parente da pitanga e da grumixama. Planta nativa das florestas tropicais e subtropicais do nosso continente, o Jamelão é medicinal e seu pigmento pode destruir células cancerosas.
Toda planta, de uma maneira ou outra, tem algo de medicinal. Afinal, já se diz há milênios “que seu alimento seja sua cura” e, cada vez que estudamos uma planta, descobrimos a verdade deste lema.
O Jamelão tem uma grande variedade de nomes regionais que elenco aqui para que não haja confusão. Em algumas regiões, chama-se Jambo, Jambolão, Jamborão ou Jambinho. Em outras se conhece como Baguaçu, Jalão, João-Bolão, Topin, Manjelão, Azeitona-Preta, Ameixa Roxa, Baga-de-Freira, Oliveira, Brinco-de-Viúva ou Guapê. O nome da espécie também mudou, antes era Eugenia jambolana, agora é Syzygium cumini ou S. jambolana. Mas, a planta é a mesma, uma árvore frondosa, com flores brancas pequenas que atraem as abelhas nativas e frutos redondos, pretos quando maduros, doces e com a polpa arroxeada.
Usos medicinais do Jamelão
Uma pesquisa da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas – concluiu que o pigmento do Jamelão pode destruir células cancerosas. A cor roxa já indica o elevado teor de antocianinas e contatou-se que o extrato da fruta levou a apoptose de 90% das células leucêmicas do controle. No controle de células sadias essa porcentagem foi somente de 20%. Vale lembrar que apoptose é um tipo de morte programada extremamente importante para organissmos muiticelulares, pois permite a eliminação de células infectadas ou com outras sérias limitações.
“Com relação à presença de antocianinas nos frutos de Jamelão, o Dr. Afonso Celso Candeira Valois, pesquisador aposentado da Embrapa, tem a acrescentar o seguinte:
Antocianinas são metabólitos secundários que não apresentam efeitos vitais às plantas, mas que são de atuação consistente nos mecanismos de defesa dos vegetais que as possuem. Dentro de uma visão holística, nas plantas ocorrem oito grupos antociânicos, sendo que somente no Jamelão podem ocorrer três desses grupos de metabólitos, que, aliás, são substâncias antioxidantes. Este fato aumenta sobremaneira a importância para as pessoas consumidoras dos frutos dessa planta, pois as antocianinas têm a capacidade de aumentar o ciclo de vida funcional das células, evitando o envelhecimento precoce, podendo aumentar a existência das pessoas que se alimentam dos frutos escuros desse bem-vindo vegetal, cujo centro de origem é a Índia.
Devido essa condição de ser uma planta exótica, o Jamelão tem se apresentado como sendo de excelente adaptação em condições ecológicas do Brasil, ainda não possuindo condicionantes biológicos, como pragas e doenças, capazes de influenciar negativamente no exuberante desenvolvimento dos genótipos, bem como, na farta produção de frutos, que atualmente têm sido bem explorados na culinária doméstica para a obtenção das saborosas e nutritivas geléias, de enorme valor comercial.
No entanto, essa enorme produção de frutos nas épocas apropriadas tem ocasionado alguns incovenientes, como a grande sujeira causada em calçadas e vias públicas de transporte, que inclusive levam ao escorregamento de pessoas e deslizamento de veículos leves, por falta de um mecanismo inteligente de coleta dos frutos e transformação da produção. Um exemplo marcante bem divulgado através de vídeos e outros meios, é o que ocorre em Goiânia (GO), onde foram plantadas cerca de 300 mil árvores de Jamelão, cuja avantajada quantidade dos frutos produzidos tem ocasionado os efeitos danosos acima citados.
Outro exemplo para ilustração, refere-se ao que ocorre no Conjunto Residencial Magíster, localizado na Área Octogonal Sul, na AOS 02, em Brasília (DF), que possui um lindo pomar, onde vegetam cerca de 20 árvores da referida Myrtaceae ao redor de uma calçada circular de 700 metros de extensão, excelente para caminhada e outros exercícios aeróbicos, que no entanto, esses genótipos causam um verdadeiro pandemônio na época da produção de frutos. Diante deste fato, o síndico, subsíndicos e demais condôminos têm estudado a possibilidade da aplicação de quatro alternativas de controle: a) execução de podas anuais das árvores; b) execução de podas bianuais nos genótipos; c) colocação de redes estrategicamente colocadas sob a copa das plantas, visando à coleta dos frutos, o que inclusive seria muito bem-vinda para a distribuição entre os moradores interessados na produção de geléias nos próprios apartamentos; d) eliminação pura e simples das plantas e replantio usando outras fruteiras de interesse, que inclusive inicialmente poderia ser com a aplicação de arboricidas, como o produto chamado de Tordon-101 ou outro, para em seguida ser procedida a remoção do tronco, propriamente dito.
A respeito das alternativas apresentadas acima, o Dr.Afonso Valois ainda acrescenta o seguinte comentário: a) a sugestão de poda sistemática já foi efetuada nas plantas que estão no Magíster, mas sem o sucesso significativo esperado, pois tal prática estimula a produção de ramos do ano, promovendo o aumento da produção de frutos em anos subsequentes.
Como todos sabem, no referente à partição de energia nas plantas, fisiologicamente existem duas classes de vegetais: a) aqueles denominados estrategistas r, que anualmente gastam toda a energia para a produção de sementes, como o arroz, milho, soja, feijão e outras; b) aqueles chamados de estrategistas K, que são as espécies perenes como o Jamelão, onde a energia é gasta especialmente para a produção de galhos e ramos, sobrando uma parte para a produção de frutos. Aqui pode estar a explicação do motivo pelo qual a Castanha-do-Brasil, a Mangueira, o Abacateiro, a Jaqueira, o Jameleiro ou outras espécies consideradas perenes, em condições normais, apresentarem o fenômeno de um ano produzirem muitos frutos e no ano seguinte, não; c) para o caso da poda anual do Jamelão, isso não é muito efetivo em face da alternância de anos produtivos, aparecendo a vantagem econômica da realização das podas bianuais sincronizadas, se esta for a alternativa escolhida em presença das demais acima apresentadas; d) a substituição do Jamelão por outras fruteiras, pode ser válida, mas não de imediato, em virtude das características dos genótipos perenes, elevado custo financeiro da técnica aplicada nas condições em que as plantas estão instaladas em relação aos demais genótipos de outras espécies mantidas no referido pomar, além da extinção da determinada planta benéfica em outras circunstâncias, inclusive em oferecer melhores condições ambientais e sombreamento no ambiente florístico, além do favorecimento da fauma pela disponiubilidade de alimentos a pássaros que ocorrem no Magíster, como Sabiás, Juritís e muitos outros.
Das quatro alternativas apresentadas aos moradores do Magíster, de maneira geral, notou-se a preferência por aquela que utiliza redes de coleta de frutos e imediata distribuição aos condôminos interessados, especialmente na produção e consumo de geléias! A enquete continua em aberto!
Neste ponto se encerram os comentários do Dr. Afonso Celso Candeira Valois no corpo do presente artigo!”
Continuando com o texto do presente artigo, pelo visto anteriormente, tudo isso quer dizer que o extrato dos frutos do Jamelão induz a apoptose em células e, em maior percentagem, naquelas que são doentes. Isso é muito bom, melhor do que qualquer quimioterapia consegue fazer, atualmente. Mas, não se sabe o porquê desse processo: se ocorre por função de algum produto metabólico ou pelas substâncias que existem no extrato dos frutos. A pesquisa continua!
“Utilizamos diferentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, disse a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos”.

Existem diversas pesquisas sobre os usos medicinais possíveis do Jamelão e, caso você se interesse, procure pelo Google Acadêmico com as palavras-chave “Eugenia jambolana, medicinal uses”, por exemplo. Eu deixo aqui o link de uma dessas pesquisas científicas em cujo teor você encontrará uma tabela sobre o uso do jamelão (toda a planta) na medicina popular, cujo uso é bastante diversificado.
Jamelão na medicina popular e na fitoterapia
Na medicina popular e na fitoterapia já se reconhece seu potencial hipoglicemiante, anti-hipertensivo, antioxidante, anti-inflamatório, antisséptico, diurético e é indicado para usos internos e externos, tanto a infusão de folhas, casca do tronco, raiz ou sementes quanto o seu decocto.
Chá das sementes de jamelão
A receita tradicional diz que se devem esmagar 2 colheres de chá de sementes secas de Jamelão para cada xícara de água fervente. Abafar e tomar após 10 minutos. Indica-se tomar até 3 xícaras ao dia.
Cuidados com este chá. Contraindicações
O chá de semente de Jamelão é excelente para reduzir a pressão arterial e os índices glicêmicos, portanto, se você sofre de pressão alta ou de diabetes, controle seus índices para não sofrer de uma crise de hipotensão ou hipoglicemia, que também são condições pouco salutares.
O consumo da fruta em excesso também poderá resultar nesses mesmos incômodos.

FONTES: GOOGLE, TUDOGOSTOSO, TUA SAÚDE- REMÉDIOS CASEIROS, TAEQ- ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


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