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03

Sep 2019

AMAZÔNIA SOBERANA

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AMAZÔNIA SOBERANA

CONSIDERAÇÕES PATRIÓTICAS PARA REAFIRMAR A SOBERANIA DO BRASIL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA!

Por Dr. Afonso Celso Candeira Valois, Engenheiro Agrônomo, Mestre, Doutor e
Pós-Doutor em Genética, Melhoramento de Plantas e Biotecnologia, Pesquisador Aposentado da Embrapa.

A Amazônia brasileira possui três principais tipos climáticos: Afi- 17% (exemplo- ocorre em Belém-PA), Ami-41% (exemplo- ocorre em Manaus-AM), Awi- 42% (exemplo- ocorre em Açailândia, no Maranhão), além de áreas de florestas naturais contínuas e cerrados, com destaque para Roraima e Amapá, que além de savanas (áreas de cerrados), também têm florestas! O Estado do Amazonas possui uma pequena faixa de cerrados no município de Humaitá.

A riqueza edáfica da Amazônia brasileira é sensacional, enquanto que o seu grande território  possui 522 milhões de hectares, que correspondem a 61% do território nacional, ostentando enorme riqueza no subsolo, hídrica, luz solar e grandiosa biodiversidade de plantas, animais e microrganismo, além de etnias humanas variadas e valorosas.

O clima Awi que ocupa a maior área, é bastante suscetível ao fogo. A Hileia tem a parte da Amazônia propriamente dita e a Amazônia Legal, envolvendo estados como Mato Grosso, com clima seco bem definido. Geralmente nos meses de julho e agosto há limitação na distribuição de chuvas, o que agrava sobremaneira, a existência de áreas secas no período.

Assim, as queimadas recorrentes têm como fulcro principalmente, as áreas com clima Awi, embora também ocorram em áreas com clima Afi e Ami de maneira intencional, predatória. A Hileia, no total, não está “pegando fogo” ou “em chamas”, conforme as notícias maldosamente divulgadas por parte da grande mídia nacional e estrangeira! Infelizmente, esses climas  desfavoráveis e antropismo perverso atingem os indefesos amimais, microrganismos e a vida das pessoas, nem somente as estáticas plantas, no seu fenótipo!

Tudo isso acontece especialmente, em decorrência do amadorismo e ingenuidade de colonos, ganância de madeireiros, oportunismo de pecuaristas e complacência de governos, incidindo naquilo que certa vez eu denominei de BIOBURLA (fraude à vigilância e às leis ambientais em ações criminosas contra os recursos bióticos da natureza).

Por certo, as impressionantes queimadas que ocorrem na Amazônia, com ênfase nas ocorridas nos meses de julho e agosto do ano de 2019, em cadeia, tudo indica que a grande maioria seja de origem criminosa e intencional, com o fito de prejudicar a grande região e o atual Gverno Federal do Brasil, que jamais deve ficar na zona de conforto, vendo o fogo destruidor passar, mas tomar medidas enérgicas imediatas de controle da infausta situação!

Eu poderia escrever muito mais sobre esses acontecimentos, aliás, já estão incluídos em diversos artigos publicados por mim e por outras fontes bem intencionadas. PENSEM NISSO! Há muitos dados inverídicos publicados por outras pessoas, que pouco sabem sobre a Amazônia, ou mesmo, que nunca estiveram na Hileia. Escrevi um artigo sobre 33 regras para a sustentabilidade da Amazônia, além de muitos outros textos concernentes, conforme citei acima, onde espero que muitos leitores já tenham conhecimento.

Nesse sentido, por exemplo, o que o Presidente francês (Emmanuel Macron) sabe sobre a região? Talvez nem conheça a própria Guiana Francesa, que fica bem em frente ao município do Oiapoque, no Amapá, para inclusive chamar o Presidente do Brasil de mentiroso, com alto nível de arrogância, desrespeito e falta de consideração diplomática. Vai ficar assim mesmo? Pelo que foi pubicado em Antagonista, em 24/08/2019, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, declarou que não iria fazer ligação telefônica ao francês para tratar desse insulto transmitido pela mídia para o mundo, para solicitar retratação!

Enquanto isso, o cínico Presidente Emmanuel Macron teve a audácia de preparar um incrédulo documento incluindo uma longa lista de nomes de inimigos do Brasil, inclusive com as assinaturas de nefastos políticos brasileiros do PT e PSOL, além de sarcásticos (encarnecedores) representantes do MST, MTST e da famigerada CUT, cujo propósito foi o encaminhamento ao G7, com o fito de serem tomadas profundas e injustas medidas para a internaciolização (invasão) da Amazônia e contra o acordo Mercosul/UE . A reportagem foi publicada pelo jornal francês Liberation, em 27 de julho de 2019, além da divulgação em redes sociais no Brasil. Cabe uma simples pergunta: Qual a drástica punição que deve ser imputada a esses maus parlamentares brasileiros? Nunca se deve misturar meras paixões políticas partidárias com obrigações de cunho patriótico. Para reflexão!

Devo ainda lembrar que certa vez um outro presidente francês (Nicolás Sarkosy) desejou implantar um instituto de pesquisas florestais no Amapá, ferindo sobremaneira a lei brasileira que não permite que isso aconteça por motivo de soberania e segurança nacional. Diante desse fato entrei em contato com políticos, senadores da República, inclusive com o atual Prefeito de Manaus, na época Senador pelo PSDB do Amazonas, que por sua vez envolveu um outro Senador pelo Amapá, na época, o senhor Papaléo Paes, sendo que esse nefasto assunto foi freado, o que  espero que ainda esteja válido- todos os brasileiros que amam a sua Pátria devem ficar bem atentos aos acontecimentos! Trata-se daquela velha história: Quem desdenha quer se apoderar!

Vale ainda acrescentar que esse Presidente francês veio ao Brasil em 2009 junto com a sua esposa (Carla Bruni), e conseguiram persuadir o Presidente brasileiro da época, para entre outros objetivos, implantar o instituto acima referido, comercializar a venda de submarinos nucleares e helicópteros para as Forças Armadas brasileiras, que inclusive talvez teria o burlador envolvimento de propina, de acordo com a publicação no Google e mídia televisiva no referente ao depoimento à Justiça Federal do ex-ministro de governos do PT (Antonio Palocci), em 18/03/2019 e 04/09/2019, o que demonstra o oportunismo nefasto de governantes franceses de hoje e de ontem!

No referente a esse lamentável episódio, eu mesmo escrevi um texto e publiquei na época, reafirmando que a integridade institucional da Amazônia não era “moeda de troca” para compor transações comerciais! O mundo tem que entender que o Brasil mudou para melhor, para a grande satisfação do seu honrado povo! Enfatizo ainda que a Amazônia não é o pulmão do mundo, pois as suas ricas florestas geralmente estão em estádio de climax, pouco contribuindo para a produção de oxigênio útil para os seres vivos.

Vamos em frente com bastante reflexão, pois 80% da Amazônia Continental são do Brasil, que pelo lado dos governantes, estes nunca devem aceitar interferência política internacional danosa e inconsequente aos destinos da Hileia! O Brasil cuida muito bem da sua Amazônia! Os alardes atuais são apenas para incidir no atual governo brasileiro, pois isso não é fato novo na Amazônia, considerando antecedentes bastante rigorosos para o meio ambiente amazônico, inclusive com efeitos danosos das mudanças climáticas, que também afetam outras partes do universo! As alterações causadas por antropismo perverso na região têm que ser controladas, com a devida punição dos responsáveis, como aliás, tem sido feito!

Acrescento ainda, que em 2010, em reunião da COP (Conferência das Partes- evento da Convenção sobre Diversidade Biológica-CDB) levado a efeito em Nagoya (Japão), o Brasil foi o país que mais avançou, entre 193 paises ligados à ONU, no cumprimento das metas programadas, sendo que esse grande exemplo foi publicado no País com o título de: A grande vitória de Nagoya! Nunca esqueçam desse outro enorme feito positivo e exemplar!

Recordo ainda  para todos brasileiros do bem, que em junho do ano 2.000, eu e outros colegas chefes-gerais de UD’s da Embrapa estivemos no Banco Mundial, em Washington DC, quando ouvimos de um Diretor daquele conceituado Banco, que esta instituição estaria propensa a concordar com a internaciolização da Amazônia e Pantanal. Rebateu-se! Quando retornou-se ao Brasil se procurou instituições estratégicas e de segurança nacional como a Abin, sendo que esta egrégia Agência Brasileira responsavelmente fez indagações junto à representação daquele Banco em Brasília (DF), sobre esse tamanho adsurdo e infidelidade!

Por volta de abril-maio do mesmo ano 2.000, nas escolas secundárias (High School) dos Estados Unidos circulava um nefasto mapa do Brasil sem a Amazônia e o Pantanal. No mesmo ano também havia um vídeo editado em inglês, onde era dito, entre outras ofensas, que o Brasil não sabia cuidar da Amazônia e que a Hileia não era só do nosso País! Pode-se ver assim, que esse desejo de internaciolizar a Amazônia já vem de longe, e não somente do atual Presidente francês.

As nações ditas desenvolvidas, explicitamente e constantemente vêm cobiçando a Amazônia brasileira desde 1816 sobre o qual se tem notícias. Sabe-se que nessa época existia um mapa elaborado por país desenvolvido com a intenção de criar um “Estado Soberano na Amazônia”, que envolvia o norte da Guiana e a Venezuela, e ao sul a linha reta começava em São Luís (MA), indo até Rondônia e Mato Grosso.

As informações veiculadas na Internet em 30/06/2006 sobre a tentativa de ONG francesa de lotear áreas ainda intactas da Amazônia a peso de euros pagos por “cidadãos do mundo” no intuito de preservar e “conter a destruição” se traduz em mais um nefasto exemplo de interferência internacional, cobiça, ameaça e desrespeito flagrante à soberania nacional na Hileia brasileira.

Afora esse agravo, circulou novamente na internet desta feita em 06/07/2006 sobre a forma de evitar catástrofes naturais, isto é, comprar a Amazônia para preservá-la, conforme propôs um sueco presidente de empresa de material esportivo a um grupo de empresários no dia 05/07/2006 em Londres, com a justificativa de que assim não haveria mais muitos gastos com seguros.

Esse “mui amigo europeu”, que na época  possuia 160 mil hectares de floresta amazônica localizados nos municípios amazonenses de Manicoré e Itacoatiara afirmou que com 18 bilhões de dólares seria possível comprar a Amazônia e mantê-la intacta, mitigando as mudanças climáticas que, segundo ele, causaram tragédias como o Tsunami de 2004 e o Furacão Katrina!

Em maio de 2010 esse assunto de internacionalização da Amazônia voltou a circular na mídia, o que induz a uma constante vigilância e ação para a sustentação da soberania brasileira na grande região.

Uma das últimas tentativas que se tem conhecimento foi o desejo recorrente da França de implantar um centro de biodiversidade no Estado do Amapá, o que tem que ser fortemente rebatido, considerando que a Amazônia inclusive, não é “moeda de troca”, conforme acima já relatei!

O Governo e o povo brasileiro têm que se cuidar, pois se ficarem na inércia, a Hileia foge“entre os dedos da mão”!

“A AMAZÔNIA É NOSSA”

 



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